O processo de crescente mobilização demonstra a clara disposição de luta do povo grego para impedir a destruição do país pelas medidas de “austeridade” do FMI e da União Europeia.
A votação do “pacote fiscal”, aprovado no dia 30 de junho é mais um passo no sentido de transformar a Grécia em colônia, submetida à União Europeia e ao sistema financeiro internacional.
A aprovação das “medidas de austeridade” vem acompanhada de um pacote de “medidas econômicas”. Essas medidas visam jogar sobre o povo grego todo o peso da grande crise do sistema capitalista, aprofundando ainda mais a miséria e a exploração.
A primeira dessas “medidas” é salvar os grandes bancos. Condiciona o empréstimo à Grécia, ao acerto dos “empréstimos” contraídos com eles próprios. Para pagar esse custo o parlamento grego está sendo convocado a votar mais duas outras “medidas”.
A segunda medida é “privatizar” o máximo de setores estratégicos e fundamentais da economia. Estão previstas as “vendas” do Postbank, da companhia de telecomunicações, da rede ferroviária, dos portos, das companhias de distribuição de águas, entre outras.
A terceira medida prevê a demissão de 25% dos funcionários públicos, do aumento da jornada de trabalho, aumento da idade de aposentadoria, redução nos salários e modificação geral dos contratos de trabalho. Em um quadro que antes do anúncio das medidas já apresentava, segundo dados oficiais, 15% de desemprego.
Todas estas medidas pretendem criar condições de arrancar da economia pública e do povo 78 bilhões de euros em 4 anos e naturalmente usá-los para saldar “compromissos” com o sistema financeiro internacional.
A pressão da missão do FMI e da UE nesta semana condicionava já a primeira medida à aplicação da segunda e terceira, e contou com o apoio do governo fantoche grego. Que faz as vezes de gerência de plantão da UE (Bundesbank), e do FMI. A isso chamam de “equilíbrio” das finanças do pais.
Dessa forma os trabalhadores e organizações democráticas e populares continuam convocando a mobilização do povo. Com a adesão de todos os trabalhadores em transportes do país e funcionários públicos, o que já é garantida não só essa 4ª grande a paralisação geral do país, como a convocação de novas concentrações na praça Sintagma, em Atenas.
CEBRASPO - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos
29 de junho, 2011.



