Prof. José Maria Sizon, presidente da ILPS, em artigo publicado no dia 4 de março denuncia os preparativos de agressão militar à Líbia por parte da OTAN.
LPS CONDENA AS PREPARAÇÕES DO USA E DA OTAN
PSPARA UMA INTERVENÇÃO MILITAR CONTRA A LÍBIA
A Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS) vê com grande preocupação e condena os preparativos realizados pelo USA e seus aliados europeus daOTAN para uma intervenção militar definitiva na Líbia, a fim de reforçar seu controle sobre os ricos recursos petrolíferos do país, instalando um regime fantoche que lhes seja confiável.
Dois navios de guerra do USA foram enviados para o Mediterrâneo e se tem falado, nos corredores de Washington e Londres, sobre a imposição de uma zona de exclusão aérea, para evitar que as forças pró Kadafi lancem ataques aéreos contra as forças rebeldes. Para impor uma zona de exclusão aérea, o USA teria que destruir primeiro as capacidades de defesa da Líbia e infligir danos maciços na vida e na propriedade dos líbios, como visto anteriormente no Iraque.
Após instigação do USA, a ONU foi rápida de aplicar sanções sobre o governo de Kadafi. Estas nunca foram aplicadas sobre os sionistas carniceiros do povo palestino e não foram consideradas como aplicáveis aos regimes pró-USA no Egito, Tunísia, Barein e outros países que usaram a violência contra as massas marchando nas ruas exigindo democracia e reformas sociais.
Muamar Kadafi, da Líbia, foi considerado inimigo pelos governos ocidentais ao nacionalizar a indústria do petróleo depois que ele tomou o poder em um golpe de Estado que derrubou a monarquia do rei Idris, em 1969. Do incremento da renda do petróleo devido à nacionalização, ele melhorou a economia da Líbia e programou programas sociais em benefício do povo. Kadafi também apoiou movimentos antiimperialistas na década de 1970 e 1980.
Devido a isso, ele foi alvo de demonização, de sanções econômicas e tentativas de assassinato pelo USA. Em 1986, o USA bombardeou uma de suas residências matando 60 pessoas incluindo a filha menor de Kadafi. Sua esposa e outras sete crianças sofreram vários ferimentos.
Para evitar ataques contra a Líbia, semelhantes aos contra o Iraque, ele estabeleceu compromissos com as potências imperialistas e permitiu-lhes aumentar os privilégios de investimento na Líbia. Ele abriu a porta aos bancos estrangeiros e às multinacionais. Ele se submeteu às exigências do FMI para "ajuste estrutural". Privatizou empresas estatais e cortou subsídios do Estado sobre as necessidades, como alimentos e combustível.
O povo da Líbia, certamente, tem o direito de lutar pela libertação nacional e social e pela democracia como o resto dos povos no Oriente Médio e no Norte da África, que se levantaram, aos milhões, para fazer valer seus direitos. As potências imperialistas ocidentais não têm moral para pregar a democracia por ter apoiado, durante décadas e continua a apoiar, as monarquias e ditaduras repressivas em troca do direito de saquear as riquezas e recursos naturais desta região, assim como o resto do terceiro mundo.
Os monarquistas e outros reacionários pertencentes à Frente Nacional de Salvação da Líbia, que é financiada pela CIA do USA, estão sendo auxiliados pelas potências imperialistas para servirem como seus fantoches. Eles foram enaltecidos pela BBC por esconderem a bandeira verde da Jamahiriya e levantarem a bandeira do rei Idris.
A ILPS apóia as justas reivindicações do povo da Líbia pela libertação nacional e pela democracia e condena todas as tentativas das potências imperialistas para tirar proveito da crise presente na Líbia a fim de promover os seus interesses imperialistas e colocar os seus fantoches no poder.
Imperialistas, as mãos fora da Líbia!
Deixem o povo líbio decidir seu próprio destino e futuro!
Viva a luta do povo da Líbia pela libertação nacional e social!
Viva o anti-imperialista e solidariedade democrática dos povos!
Pelo Prof. José Maria Sison
Presidente da Liga Internacional de Luta dos Povos
4 de março de 2011



